Porque criei o Escortia
Sou uma antiga TDS. Vi por dentro como as grandes plataformas engordam à custa da nossa precariedade. O Escortia é a minha resposta: gratuito, por e para nós.
Guias, informação e tomadas de posição — por e para os trabalhadores do sexo. Segurança, direitos, saúde : aquilo que gostávamos que nos tivessem dito.
Sou uma antiga TDS. Vi por dentro como as grandes plataformas engordam à custa da nossa precariedade. O Escortia é a minha resposta: gratuito, por e para nós.
Uma carta é um contrato. Eis o que a Escortia se compromete a fazer — e o que nunca faremos. Preto no branco, para que nos possas responsabilizar.
Poucos temas arrastam tantos clichés como o trabalho sexual. Pegamos nos mais persistentes, um a um, para separar os factos das fantasias — sem ingenuidade, e sem negar nada.
Sem assinatura, sem chantagem à visibilidade, sem comissão: a Escortia é gratuita, para sempre. E construímo-la com e para as pessoas trabalhadoras do sexo. Eis o que muda, concretamente.
A tua segurança vem antes de tudo o resto. Aqui ficam os reflexos concretos — antes, durante, depois — para trabalhares mais tranquila. Para adaptares à tua realidade, nunca ordens.
Vender serviços sexuais não é crime em Portugal — não és uma criminosa. Mas o enquadramento legal é traiçoeiro. Eis o essencial, de forma clara e sem jargão.
Depois de uma agressão, o choque baralha tudo. Este guia põe ordem: proteger-te, tratar-te, apresentar queixa se decidires — e os teus direitos, intactos, enquanto trabalhador·a do sexo.
De um país para o outro, tudo muda: aqui persegue-se o cliente, ali assinam-se contratos de trabalho. Uma volta à Europa pelos quatro grandes modelos — e pelo que fazem, de facto, às pessoas envolvidas.
Um bom anúncio atrai os bons clientes e afasta os outros. Fotografias, texto, tarifas, limites: eis como te distinguires, profissionalmente, sem gastar um cêntimo.
Rendimentos em dinheiro vivo, irregulares, num setor estigmatizado: gerir o teu dinheiro exige alguns cuidados. Banco, impostos, poupança — o essencial para manteres o controlo.
A grande maioria dos anúncios são reais. Mas há algumas burlas por aí. Eis como as detetar em dois minutos, respeitando ao mesmo tempo as práticas legítimas dos/das TDS.
Um bom encontro assenta numa coisa: o respeito. Eis as regras de ouro, da primeira mensagem ao depois, para tratar uma TDS como a profissional que ela é.
O site é gratuito? Como contactar um anúncio? Os seus dados estão protegidos? As respostas, sem rodeios.
Pagas por um momento. Não compras uma pessoa. Entre uma coisa e outra, está tudo aquilo que esta carta te quer dizer — sem te dar lições de moral.
O rastreio faz parte da profissão, sem vergonha e muitas vezes gratuitamente. Eis onde ir para o VIH e as IST, de forma anónima, mesmo sem documentos nem SNS.
Fala-se pouco do desgaste físico desta profissão. No entanto, o corpo é o instrumento de trabalho. Eis como o preservar, recuperar e perceber quando é preciso consultar.
Alguém que amas confiou-te, ou soubeste. Queres fazer bem, sem saber como. Aqui tens um guia simples para estares presente — verdadeiramente útil, nunca pesado.
Descobri-lo abala tudo: a imagem que tínhamos, os medos, por vezes a culpa. Este guia ajuda-vos a continuar a ser aquilo que mais vai contar para o vosso filho ou filha — um pai ou uma mãe presente.